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Doadores respondem de forma positiva ao apelos de ajuda dos palestinianos

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Doadores respondem de forma positiva ao apelos de ajuda dos palestinianos

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O projecto de expansão de um colonato israelita perto de Jerusalém ensombrou a conferência de doadores a favor dos palestinianos. Setenta países e 20 organizações internacionais encontraram-se hoje em Paris para procurar reunir o dinheiro necessário a relançar a economia palestiniana e a apoiar o presidente Mahmmud Abbas.

Apesar do início oficial das negociações de paz, a 12 de Dezembro, Israel anunciou a construção de mais 300 casas num colonato perto de Jerusalém.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, aproveitou o encontro para recordar que o congelamento da colonização é uma prioridade e perguntou como é possível relançar uma economia em tais condições.

A chefe da diplomacia israelita não respondeu directamente. Tzipi Livni disse apenas que o seu país deseja a paz e que, apesar das dificuldades, estão prontos a respeitar as obrigações estabelecidas no “Roteiro de Paz” no que respeita aos colonatos.

O presidente Abbas e o Banco Mundial apelam também ao fim dos postos de controlo. Israel evoca razões de segurança, sobretudo, face à ameaça do Hamas, que controla a Faixa de Gaza e que considera o encontro de Paris uma verdadeira declaração de guerra.

O chefe da diplomacia alemã recorda as dificuldades no terreno. Segundo Frank-Walter Steinmeier, os palestinianos verão que vale a pena fazer a paz quando as condições de vida melhorarem e isso não pode esperar dois anos tem de ser imediatamente.

Quase um mês depois Annapolis, para os americanos esta era a última hipótese para impedir a falência da Autoridade Palestiniana. As promessas de ajuda totalizam mais de cinco mil milhões de euros, muito acima do pedido pelos palestinianos.