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Prostitutas de Amsterdão sentem-se ameaçadas

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Prostitutas de Amsterdão sentem-se ameaçadas

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A câmara de Amesterdão pretende “limpar” o centro histórico da cidade. O termo é do presidente da câmara, Job Cohen, que apresentou esta segunda-feira um plano para fechar algumas da vitrinas de sexo e “coffeshops” no célebre bairro vermelho da cidade.

As profissionais do sexo que trabalham na zona estão inquietas. “Eles ignoraram centenas de trabalhadoras que estão a trabalhar de livre vontade na industria do sexo no bairro vermelho. Não me explicaram nada”, garante Mariska Majoors, uma representante das prostitutas.

Além de pretender restaurar a zona considerada histórica, um dos objectivos da autarquia é acabar com a prostituição forçada obrigando os proprietários de bordéis e de agências de acompanhantes a adquirirem licenças.

“Se for lá como turista, vai deixar de ficar embaraçado com o que vê. Ficará assegurado de que as prostitutas que trabalham naquela zona da cidade não estão ali forçadas”, salienta o vice-presidente da câmara, Lodewijk Asscher.

No início de Setembro a autarquia tinha já anunciado a intenção de gastar cerca de 15 milhões de euros para participar na comprar de 50 vitrinas do famoso bairro vermelho de Amesterdão.