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Bélgica no trilho da estabilidade política

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Bélgica no trilho da estabilidade política

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A Bélgica terá encontrado uma solução provisória para a longa crise política. O primeiro-ministro interino, Guy Verhofstadt, conseguiu o acordo de cinco partidos para formar uma coligação governamental.

Alguns cidadãos belgas respiram de alívio. “Efectivamente é um grande alívio porque muita gente começava já a ficar farta, sobretudo pelos problemas do quotidiano dos belgas”, diz uma belga. “Não houve ainda acordo sobre o programa e por isso tudo tem ainda que ser discutido. Esse facto coloca em causa a estabilidade nas próximas semanas”, salienta um outro cidadão.

Linguisticamente dividida, a Bélgica está sem governo há 6 meses. Um facto que lançou o espectro de divisão do Estado com 177 anos. “Actualmente o nosso país é complicado mas, bom, agora temos que terminar um pouco com as querelas, aquelas que tiveram lugar nos últimos meses. Temos que começar a trabalhar ao serviço dos nossos cidadãos”, diz Ives Letermme que após ter vencido as eleições desistiu da chefia do governo por não conseguir formar uma coligação.

“O executivo não vai simplesmente gerir, como o governo precedente fez. Quando entro num conselho de ministros não sou socialista e quando saio também não. Por isso vão existir muitos debates”, diz Didier Reynders, do Movimento Reformador, que aceitou integrar um executivo onde figurasse mais de um parceiro francófono.