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O "último Tango", em palco, de Julio Bocca

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O "último Tango", em palco, de Julio Bocca

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Perto de 300 mil pessoas assistiram à última actuação de Julio Bocca, o bailarino argentino considerado como o sucessor de Nureyev.

Foi em Buenos Aires, num estádio de futebol a céu aberto, que Bocca presenteou os admiradores com uma panóplia de números que incluíram a mistura entre diferentes géneros: ballet contemporâneo e clássico, tango, samba e jazz.

Bocca explica que a tournée mundial que durou mais do que um ano foi excepcional, as pessoas sabiam que ía terminar a carreira, por isso o público foi ver os espectáculos com outra motivação, acabou por se emocionar um bocadinho.

Julio Bocca começou a ter aulas de bailado aos quatro anos, entrou na escola nacional argentina de dança aos oito onde passou a ser considerado como um menino prodígio da dança.

Actuou com grandes companhias como o Royal Ballet de Londres, ou o Bolshoi de Moscovo, e criou a sua própria companhia, o Bailado Argentino, que o acompanhou na última tournée com “Adiòs Hermano Cruel”.

Foi o coreógrafo de três peças do filme “Tango” de Carlos Saura, uma inovação no género já que uma das sequências é interpretada por dois homens. A película fez parte da selecção oficial do Festival de Cannes e chegou a ser nomeado para os Óscares de Hollywood.

É o adeus aos palcos de Julio Bocca que agora vai dirigir o Teatro Maipo, vai continuar a trabalhar na Fundação com o seu nome e não deverá deixar a sua Companhia de Bailado Argentino.