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Albert II apela à reconciliação

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Albert II apela à reconciliação

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O rei dos belgas apelou à reconciliação nacional na sua mensagem de Natal. Albert II deu primazia à crise que abalou o país e deixou a Bélgica 194 dias com um governo de gestão devido à incapacidade de flamengos e valões se entenderem. “Temos por vezes a impressão que as nossas relações com os países estrangeiros estão melhor organizadas e estruturadas do que no interior do nosso próprio país.” O monarca apelou ainda aos jovens do país para aprenderem todas as línguas e não se limitarem à da sua própria comunidade. Trata-se, de acordo com o soberano, de “uma forma de civismo que foi durante muito tempo negligenciada”.

As eleições legislativas de 10 de Junho mergulharam o país numa crise que está longe de estar resolvida. O vencedor do escrutínio, Yves Leterme, foi incapaz de formar um governo pelo que o monarca teve de pedir ao primeiro-ministro cessante, Guy Verhofstadt, para formar um executivo provisório e lançar as bases duma reforma institucional delicada. Enquanto os flamengos exigem uma descentralização das instituições, os valões querem um Estado central forte que garanta a solidariedade regional.