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Gás lacrimogéneo a fechar a campanha presidencial no Quénia.

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Gás lacrimogéneo a fechar a campanha presidencial no Quénia.

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A polícia foi obrigada a disparar gás lacrimogéneo para dispersar apoiantes dos 2 principais candidatos à presidência do Quénia que se envolveram em confrontos à margem dos comícios de encerramento da campanha.

O presidente em exercício e candidato à reeleição destacou no discurso final os bons resultados económicos apresentados pelo país que tem assistido a um crescimento na ordem dos 5% anuais desde as eleições de 2002.

Mwai Kibaki procura um segundo e derradeiro mandato à frente do Quénia, face a Raila Odinga, o favorito das sondagens, consideradas pouco fiáveis pelos observadores internacionais.

A oposição agita a bandeira da fraude eleitoral antes do escrutínio de quinta-feira, para além de acusar o poder de fracasso na reforma das instituições e na luta contra a corrupção.

O Quénia é considerado um oásis de estabilidade no Leste de África. 14 milhões de eleitores são chamados às urnas para designar quinta-feira o novo presidente mas também 210 deputados e cerca de 2500 autarcas.

A votação é a mais renhida desde a reintrodução do multipartidarismo em 1991.

15 mil observadores vão monitorizar as eleições.

O turismo é a principal fonte de rendimentos do Quénia, um sector em crise desde os atentados reivindicados pela Al-Qaida em 1998 e 2002, o que não têm impedido uma boa taxa de crescimento da economia do país considerado o mais rico da África Oriental, mas onde mais de metade da população vive com menos de 1 dólar por dia.