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Negócio do champanhe floresce a todo o gás

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Negócio do champanhe floresce a todo o gás

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Nesta altura do ano, as rolhas não param de saltar no mundo inteiro. O recorde de vendas, da passagem do milénio, vai ser largamente batido, muito por causa da procura crescente nos mercados emergentes da Rússia e da China.

Mas ‘Champagne’, com direito a chamar-se assim, é uma região composta por 319 localidades, no nordeste de França, que cobre uma área de apenas 87 mil hectares. Aqui, um hectare pode chegar a custar 850 mil euros. Os preços das garrafas têm subido em média 2 dólares por ano desde 1989.

O crescimento da procura leva a que agora se discuta em França o alargamento das vinhas que desde 1927 estão instaladas em apenas 33 mil e 500 hectares com Apelação de Origem Controlada. Os produtores esperam este ano ultrapassar a barreira dos 400 milhões de garrafas vendidas, num negócio estimado em 6 mil milhões de euros.

Taittinger, Veuve Clicquot e Moet et Chandon, mal podem esperar pela criação de mais 8 mil hectares de região demarcada. As principais casas gostavam de poder ter um crescimento de 10% ao ano, mas o Comité do Champanhe acha mais razoável continuar com um crescimento de 2%. A menos que toda a gente na China e na Rússia se ponha a beber champanhe de um dia para o outro, ninguém fala por hora numa crise da oferta.

Mas se o champanhe começar a faltar nos expositores, também não há razão para preocupação. É que o espumante português ombreia em qualidade, ganhando mesmo concursos ao champanhe francês e os preços são bem mais acessíveis, tal como acontece com o ‘Cava’ espanhol ou o ‘Spumanti’ italiano.