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Kénia elege presidente

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Kénia elege presidente

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Quatorze milhões de kenianos vão esta quinta-feira às urnas, para escolher o novo presidente do país. A campanha eleitoral intensa fica desde já marcada pela morte de três polícias, consequência de confrontos com manifestantes, na região de Nyanza, afecta à oposição ao presidente Mawail Kibaki.

Dos confrontos resultaram ainda ferimentos em mais dois agentes policiais. Kibaki pretende a reeleiçao e lidera as sondagens, com a escassa vantagem de dois pontos percentuais, sobre o seu rival e antigo aliado, Raila Ondinga.

Uma diferença inferior ao intervalo de confiança, logo, uma situaçao de empate técnico que não permite antecipar o vencedor.

A violência – que é uma tradição do Kénia – aparece assim como consequência da luta renhida entre os dois candidatos.

A generalidade dos observadores refere o crescente apoio ao candidato do movimento laranja, Raila Ondinga.

A sua estrutura tem vindo a chamar a atenção dos observadores internacionais para a possibilidade de fraude eleitoral.

E ontem mesmo, acusou o presidente Kibaki, como responsável pela violência, aos transformar os polícias em “agente eleitorais”, de forma a esconder as fraudes.

De acordo com fontes que pediram o anonimato, os incidentes das últimas horas provocaram quatro mortes, entre a população. Outras fontes, dizem que esse número já subiu para nove.

Os kenianos vão ainda escolher o novo parlamento e os representantes locais. Espera-se que a escassa diferença nas intenções de voto faça aumentar a afluência às urnas.