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Sol em Itália, nuvens na Alemanha

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Sol em Itália, nuvens na Alemanha

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A Economia é a tábua de salvação dum governo italiano em grandes dificuldades. Com uma maioria que se vai evaporando, Romano Prodi conta com os dados económicos para apresentar um bom balanço da sua actividade em 2007. E foi exactamente isso que fez o chefe do governo transalpino no habitual discurso de fim de ano.

Com a perspectiva de novas eleições quando estiver concluída a reforma do sistema eleitoral, não surpreende que as prioridades do governo para 2008 sejam conseguir “um largo consenso entre patrões e empregados para o aumento dos salários, da produtividade” e conseguir “uma redução substancial do peso dos impostos”.

Segundo os jornais, Romano Prodi vai propor uma baixa dos impostos para os rendimentos inferiores a 40 mil euros, num país onde a taxa de desemprego está nos 5,6%, o valor mais baixo dos últimos 25 anos.

Mas se o sol parece voltar a brilhar sobre a economia italiana, na Alemanha há algumas nuvens a cobrir os bons resultados dos últimos tempos. Depois de um começo de ano prometedor, o crescimento da economia alemã deve desacelerar neste último trimestre.

O preço das matérias-primas, que não pára de subir tal como a cotação do euro e a turbulência nos mercados serão os responsáveis por uma performance menos robusta da maior economia europeia, segundo o relatório do instituto IDW. Após um ano de 2006 com um crescimento de 2,9%, o Ministério da Economia da Alemanha aponta para uma subida de 2,4% do PIB em 2007.

E para 2008, a desaceleração deve ainda ser maior. O governo já cortou nas previsões que agora são de apenas 2%. os institutos económicos apontam para um crescimento nunca superior a 1,9%.