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Eslovénia quer ser a ponte entre a União e Balcãs ao assumir presidência dos 27

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Eslovénia quer ser a ponte entre a União e Balcãs ao assumir presidência dos 27

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Há dezassete anos a independência da Eslovénia anunciava o início do fim da Jugoslávia, a partir de amanhã o país quer ser a ponte entre a União Europeia e os Balcãs, ao assumir a presidência rotativa dos 27.

Ljubljana torna-se a primeira capital de um país da antiga Europa de Leste a acolher a presidência da União com uma agenda preenchida, mas com pouca margem de manobra. Os turistas na capital não têm dificuldade em reconhecer a importância do acontecimento para o pequeno país de 2 milhões de habitantes.

Em 99 George Bush, numa das suas conhecidas “gaffes”, tinha confundido o território com a Eslováquia. Pelo centro de congressos de Brdo, antiga residência oficial do ditador Tito, vão passar cerca de 150 reuniões, 14 das quais ao nível ministerial.

Lubljana quer até Junho, acelerar o processo de adesão à União Europeia de todas as ex-repúblicas jugoslavas e tentar resolver a espinhosa questão do futuro estatuto do Kosovo, que não reúne o consenso entre os 27.

Desde a adesão em 2004, o país tem perdido a sua exemplaridade, se por um lado é um dos países a Leste com maior PIB per capita, conta também com a maior taxa de inflação da zona Euro.

Os próximos seis meses anunciam-se para os 27, antes de mais como um retiro nos Alpes, para reflexão, depois das frenéticas presidências alemã e portuguesa.