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Oposição no Quénia convoca protesto para dia 3 após novos tumultos

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Oposição no Quénia convoca protesto para dia 3 após novos tumultos

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O anúncio da reeleição do presidente Mwai Kibaki no Quénia provocou novos motins esta noite nos subúrbios de Nairobi.

Os confrontos entre polícia e apoiantes da oposição, que denunciam fraudes nos resultados eleitorais, provocaram mais de centena e meia de mortos no bairro de Kibera e na cidade de Kisumu, no Leste do país.

Desde as legislativas de dia 27, mais de quatro dezenas de pessoas morreram em confrontos similares nos principais bastiões da oposição.

O líder do Movimento Democrático Laranja Raila Odinga, perdedor por uma diferença de 230 mil votos, convocou uma manifestação para dia 3 de Janeiro na capital para protestar contra o resultado eleitoral.

Odinga acusa o presidente de ter manipulado 300 mil votos para assegurar a reeleição. Impassível face às críticas dos observadores europeus e do reino Unido face ao desenrolar do escrutínio, o chefe de Estado tomou posse ontem minutos após o anúncio dos resultados.

Apenas os Estados Unidos, aliados do Quénia na luta contra o terrorismo, saudaram o resultado do escrutínio. O protesto convocado pela oposição não foi autorizado pelas autoridades, que desde ontem proibiram a difusão de imagens e notícias sobre os confrontos.

A polícia ameaça deter o líder da oposição caso se desloque ao protesto. O centro de Nairobi encontra-se deserto, bloqueado por polícia e exército.

As autoridades convidaram a oposição a recorrer aos tribunais, que, no entanto, se encontram ainda a analisar as acusações de fraude relativas à primeira vitória de Mwai Kibai, em 2002.

Os observadores temem que a vaga de contestação inicie um conflito étnico entre os Kikuyu que controlam a presidência e os principais cargos de poder e os Luo, a etnia da maioria dos militantes da oposição.