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Libertação de reféns das FARC comprometida

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Libertação de reféns das FARC comprometida

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A libertação dos três reféns prometida pelas FARC volta a estar comprometida. Os observadores internacionais da operação de recuperação dos três sequestrados das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia suspenderam “provisoriamente” a sua missão por considerarem que não estão reunidas as condições para poderem levar a cabo o trabalho que deveriam desenvolver.

O ex-presidente argentino, Nestor Kirchner, afirmou em nome de toda a comissão que os delegados consideram que se impõe uma suspensão provisória da sua presença em território colombiano. E quando houver condições para a libertação de Consuelo, Clara e Emanuel a comissão de delegados internacionais retomará de imediato a sua missão.

Esta decisão surge no seguimento do anúncio das FARC de que a libertação dos reféns é agora impossível devido às operações do exército colombiano.

No entanto, Hugo Chavez, o presidente venezuelano, vai mais longe nas considerações acusando o seu homólogo colombiano Alvaro Uribe “de estar a mentir, de estar a manipular” e acusa-o de se ter deslocado a Villavicencio “para colocar uma bomba no processo no qual há muito empenho e muito amor.” Mas vai continuar, conclui.

Estas acusações são uma reacção às declarações de Alvaro Uribe que afirmou numa conferência de imprensa na Base Aérea de Apiay, cidade vizinha de Villavicencio, que as FARC não libertaram os reféns porque já não detêm o filho de Clara Rojas, Emanuel.

Para além da ex-candidata à vice-presidência colombiana, de 44 anos, e do seu filho Emanuel, que teve em cativeiro, fruto de uma relação com um guerrilheiro, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia deviam também libertar a ex-parlamentar Consuelo Gonzalez, de 57 anos.