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Militares quenianos sitiam subúrbios de Nairobi no segundo dia de violência pós-eleitoral

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Militares quenianos sitiam subúrbios de Nairobi no segundo dia de violência pós-eleitoral

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Os bairros pobres dos arredores de Nairobi e a cidade de Kisumi, no Leste do país, voltaram a ser palco de distúrbios pela segunda noite consecutiva, desde o anúncio da reeleição do presidente Mwai Kibaki.

A repressão policial contra os partidários da oposição que contestam o resultado do escrutínio, e os confrontos entre grupos rivais provocaram mais de 60 mortes em Kisumi. Em Kibera, subúrbio de Nairobi e bastião do líder da oposição, Raila Odinga, os tumultos provocaram um número indeterminado de vítimas.

As autoridades impuseram o recolher obrigatório no bairro que se encontra sitiado pelos militares e onde os bens essenciais começam a escassear. No centro de Nairobi, um habitante abastece-se de víveres temendo que a situação se possa prolongar durante semanas.

Na base da pior vaga de violência no país nos últimos 25 anos estão os resultados das legislativas da semana passada. O líder da oposição acusa o presidente de ter manipulado os resultados.

Raila Odinga auto-proclamou-se ontem chefe de Estado, tendo convocado para amanhã uma manifestação em Nairobi, proibida pelas autoridades.

Nos últimos dias a vaga de violência provocou mais de 230 mortos, inflamando as rivalidades tribais, em especial contra a etnia Kikuvu do presidente, acusada de monopolizar o poder.

Nas legislativas, o chefe de Estado venceu em apenas duas das oito províncias do país, garantindo a reeleição por uma diferença de apenas 300 mil votos face ao seu adversário.