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Nairobi vive calma aparente

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Nairobi vive calma aparente

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A incerteza e os confrontos continuam a ameaçar o Quénia apesar dos apelos à calma por parte da comunidade internacional. A oposição contesta os resultados do escrutínio da semana passada que terá resultado na reeleição do presidente Mwai Kibaki. O Governo responde com cargas policiais.

Mais de 300 pessoas morreram desde as eleições de 27 de Dezembro, vítimas da violência tribal exacerbada pelos resultados eleitorais.

Apesar de nas últimas horas os confrontos terem abrandado, sobretudo na capital Nairobi, o espectro da guerra civil continua a pairar sobre um país que era, até há pouco, considerado um exemplo de estabilidade no continente africano.

Os maiores focos de tensão persistem no Oeste do Quénia, bastião da oposição liderada por Raila Odinga que rejeita os resultado das eleições da semana passada.

Esta terça-feira, perto de meia centena de membros a etnia Kykuyu, a que pertence o chefe de Estado, foram queimados vivos no interior de uma igreja onde se tinham abrigado, na cidade de Eldoret.

Centenas de casas da região foram destruídas por fogo posto e estradas cortadas por grupos de populares revoltados.

Os Estados Unidos e a União europeia já reagiram a esta atmosfera de conflito civil com contornos de genocídio. Washington e Bruxelas pedem aos líderes das facções que cheguem a um entendimento, depois de uma missão da UE ter declarado terem sido registadas irregularidades nas presidenciais quenianas.