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Analistas justificam petróleo a 100 dólares

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Analistas justificam petróleo a 100 dólares

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Na ressaca da notícia do petróleo a 100 dólares, marca atingida quarta-feira à noite no mercado de Nova Iorque, os analistas desdobram-se em explicações. Teorias que são já conhecidas do público: por um lado, o dólar fraco, que faz os especuladores comprar petróleo. Por outro, a conjuntura internacional, que alimenta, também, alguma especulação.

Ao longo de 2007, o preço do petróleo quase que duplicou. A 18 de Janeiro, o barril atingiu o valor mínimo do ano, pouco acima dos 50 dólares. Depois, não parou de subir. Em Novembro, quase que chegou aos 100 dólares, mas depois os preços recuaram. A marca, que se previa ainda para 2007, acabou por ser atingida no primeiro dia de negociação de 2008.

A decisão da OPEP de aumentar a produção pouco fez para baixar os preços. Os grandes beneficiados com estes preços altos são as gasolineiras, que multiplicam os lucros, e os países produtores, em particular as monarquias do Golfo Pérsico, onde os petrodólares não páram de crescer.

Ray Carbone é corretor de matérias-primas da empresa Paramount Options: “Compreende-se este preço, devido aos problemas na Nigéria, que devem continuar. Não vejo qualquer fim à vista para os conflitos no delta do Níger. Há também o assassínio de Benazir Bhutto no Paquistão, que embora não seja um país produtor, tem ramificações que influenciam o mercado”.

Esta quinta-feira, os preços estiveram a recuar, mas mantêm-se próximos dos 100 dólares. O WTI, cotado no mercado norte-americano, rondava ao final do dia os 99,5 dólares, enquanto o Brent do Mar do Norte, cotado em Londres, ronda os 98.