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Oposição convoca nova manifestação em Nairobi após discurso do presidente Kibaki

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Oposição convoca nova manifestação em Nairobi após discurso do presidente Kibaki

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A oposição queniana convocou para amanhã a manifestação anulada hoje em Nairobi, para protestar contra os resultados das legislativas da semana passada. Após uma semana de violentos confrontos pós-eleitorais no Quénia, e de intensa pressão internacional, o procurador-geral do país anunciou a abertura de um inquérito independente às acusações de fraude eleitoral.

O anúncio tinha coincidido com a anulação da marcha de protesto de hoje em Nairobi. O movimento democrático laranja tinha preferido aguardar pela reacção do presidente, que esta tarde voltou a atribuir à oposição a responsabilidade da violência dos últimos dias.

Desde o início da manhã que milhares de polícias sitiam a capital e os bairros envolventes, bastiões da oposição, para evitar a concentração marcada para o parque Uhuru no centro da cidade.

Segundo fontes da oposição há a registar pelo menos 4 mortos. A polícia que tentou dispersar os manifestantes com canhões de água e balas de borracha, refere não existirem vítimas.

Nos bairros periféricos da capital prosseguem no entanto os confrontos entre etnias rivais que provocaram um número indeterminado de vítimas.

À semelhança dos últimos dias grupos de homens armados incendiaram várias casas no bairro de Mathare, bastião da oposição apoiada pela etnia Luo.

Desde o anúncio do resultado das eleições no fim-de-semana que mais de 340 pessoas morreram em confrontos entre tribos rivais, em Nairobi e no Oeste do país.

A oposição acusa o presidente Mwai Kibaki, reeleito por apenas 300 mil votos de ter manipulado os resultados. A comissão eleitoral e a comissão dos direitos humanos quenianas exprimiram ontem também dúvidas sobre o desenrolar do escrutínio.

Kibaki venceu em apenas duas das oito províncias do país, tendo que confrontar-se com uma maioria da oposição no parlamento.

Até agora apenas o líder da oposição parece aberto à mediação internacional da crise para formar um governo de unidade nacional.