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Quénia vive mais um dia sangrento

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Quénia vive mais um dia sangrento

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A tensão atinge o ponto máximo no Quénia com a manifestação convocada pela oposição para hoje após a reeleição do presidente cessante, Mwai Kibaki, nas eleições do dia 27 de Dezembro. O protesto foi declarado ilegal pelo poder queniano, por isso tudo leva a crer que esta quinta-feira poderá ser um dos dias mais sangrentos, se não o mais sangrento, desde o início dos confrontos pós-eleitorais.

Enquanto a violência continua a mergulhar o país numa autêntica guerra civil, oposição e poder trocam acusações.

Em conferência de imprensa, William Ruto, membro do Movimento Democrático Laranja do candidato vencido nas presidenciais afirmou que “Raila Odinga foi democraticamente eleito quarto presidente da República do Quénia e tanto Mwai Kibaki como a Comissão Eleitoral são culpados de subverterem o processo democrático para perpetuarem um regime autoritário no Quénia.”

Entretanto, o mais recente balanço dos confrontos políticos e étnicos dá conta de 341 mortos, depois de, esta quarta-feira, responsáveis locais terem anunciado a morte de mais 35 pessoas.

A comunidade internacional tem vindo a pressionar poder e oposição para chegar a um acordo para acabar com a violência. Isto mesmo foi mais uma vez confirmado pelo primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, que sublinhou que “tanto os líderes da oposição como do governo têm a responsabilidade de pedir aos seus apoiantes para acabarem com a violência” que está a assolar o país.

De acordo com os serviços de segurança só nos últimos dias já morreram 184 pessoas, 50 das quais queimadas vivas numa igreja da localidade de Eldoret na terça-feira.

O Quénia está a viver a maior vaga de violência desde uma tentativa de golpe de Estado em 1982.