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Presidente queniano diz-se aberto ao diálogo

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Presidente queniano diz-se aberto ao diálogo

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Os esforços diplomáticos internacionais poderão estar a dar os primeiros resultados no Quénia. Depois do governo queniano ter admitiu estar aberto ao diálogo, apesar de rejeitar qualquer mediação, esta quinta-feira foi o presidente reeleito, Mwai Kibaki, que afirmou, em conferência de imprensa, estar disposto “a dialogar com a oposição quando a situação no país estiver mais calma para se chegar a compromissos produtivos e construtivos.”

Menos aberto às negociações parece estar o candidato do Movimento Democrático Laranja, Raila Odinga que afirmou ter visto “muitas crianças mortas” e “que se tem assistido a um genocídio no Quénia.”, depois de ter visitado uma morgue da capital, Nairobi.

Entretanto, William Ruto do partido de Odinga, anunciou que a manifestação da oposição prevista para esta quinta-feira na capital do Quénia foi adiada para terça-feira.

Este adiamento foi anunciado depois de a polícia
ter dispersado pela força, ao longo da manhã, centenas de partidários da oposição que tentavam chegar ao centro da capital para participarem no protesto convocada pelo candidato derrotado nas eleições de 27 de Dezembro.

A polícia utilizou canhões de água, fogo real e granadas de gás lacrimogéneo para dispersar os apoiantes de Odinga, barricados na zona do bairro de Kibera, um dos bastiões da oposição.