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Fabricantes de brinquedos evitam repetir problemas de 2007

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Fabricantes de brinquedos evitam repetir problemas de 2007

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A feira de brinquedos e jogos de Hong Kong, grande montra da indústria asiática do sector, abriu sob a sombra dos temas da segurança, levantados no ano passado. 2007 fica para a história como um ano para esquecer, no que toca à indústria dos brinquedos, com vários episódios de recolhas, motivadas por questões de segurança.

Jeffrey Lam, do gabinete de Hong Kong para os brinquedos, diz que há progressos: “As autoridades chinesas inspeccionaram 2000 fábricas, entre Setembro e o fim do ano. Algumas dessas fábricas tiveram a licença suspensa e foram obrigadas a fazer melhoramentos num curto espaço de tempo. Todos estão a levar a inspecção e o controlo de qualidade muito a sério”.

A América do Norte é a zona do globo que importa mais brinquedos da China, com 40% do mercado, seguida pela Ásia com 29% e pela Europa com 25%.

A norte-americana Mattel, fabricante de produtos como a boneca Barbie, foi uma das empresas que mais sofreram com a crise, ao ser obrigada a recolher vários milhões de brinquedos, por culpa de pinturas, com tintas à base de chumbo, feitas em fábricas na China.

Um importador italiano diz que “continua a comprar produtos da Mattel e não acredita que a empresa volte a repetir os mesmos erros”.

Apesar dos problemas, as exportações de brinquedos da China cresceram 17% nos primeiros 11 meses do ano passado, em comparação com 2006.

As empresas prometeram, para este ano, investir grandes quantias nos testes de segurança, para evitar que se repitam os episódios de recolha. Querem, sobretudo, evitar o impacto que estas notícias têm no consumidor.