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Três feridos em protestos durante crise do lixo em Nápoles

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Três feridos em protestos durante crise do lixo em Nápoles

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Apesar da intervenção do exército e da reunião de crise do governo italiano, as tensões mantêm-se elevadas da região de Nápoles por causa da crise do lixo, que dura há duas semanas.

Três pessoas ficaram feridas quando a polícia carregou sobre uma centena de manifestantes que tentavam impedir a reabertura de uma lixeira em Pianura, a Oeste de Nápoles, fechada em 1996 por estar saturada e representar um perigo para a saúde.

Exaltado, um manifestante garantia que não têm qualquer intenção de desmobilizar os protestos.

A região vê acumular desde a época natalícia mais de 100.000 toneladas de lixo, devido à saturação dos locais de descarga.

O primeiro-ministro e os ministro do Interior e do Ambiente reuniram-se de emergência para procurar uma solução ao problema, que já está a embaraçar o executivo.

A intervenção do exército, que iniciou operações de limpeza, permitiu a abertura de algumas escolas. No entanto, um condutor de autocarro escolar dizia não estar disposto a assumir “a responsabilidade de levar crianças para a escola”, por receio de que “os protestos piorem”.

O lixo continua omnipresente na região e, por isso, uma mulher explicava que optaram “por não enviar os filhos (para a escola), porque as ruas estão contaminadas”.

O problema do escoamento de resíduos domésticos dura há 14 anos na região de Nápoles, atribuído à má gestão política, corrupção e à Mafia napolitana. A Camorra gere uma indústria ilegal de descarga de lixo estimada em quase seis mil milhões de euros.