Última hora

Última hora

Sarkozy ataca a lei das 35 horas

Em leitura:

Sarkozy ataca a lei das 35 horas

Tamanho do texto Aa Aa

O presidente francês tenta recuperar a popularidade perdida. Nos últimos três meses Nicolas Sarkozy desceu quatro pontos nas sondagens situação que segundo muitos anallistas se deve à desilusão dos franceses face às promessas da campanha presidencial não cumpridas sobretudo no plano económico.
A perda de poder de compra é uma das causas do actual descontentamento na sociedade francesa, um problema que para alguns críticos se deve, em parte, à redução do tempo de trabalho semanal a 35 horas em vigor há oito anos.
Confrontado com a pergunta o chefe de Estado respondeu que 2008 será o ano do fim das 35 horas.
Sobre a política internacional Nicolas Sarkozy explicou que o “que quer da diplomacia francesa é uma diplomacia de reconciliação. A França quer falar com todo o mundo. Com certeza que é precisos apoiar o governo do Sr.Bouteflika porque ninguém deseja um governo Taliban na Argélia. Com certeza que é preciso ajudar o Sr.Moubarak, no Egipto, um país de 76 milhões de habitante, porque não queremos os Irmãos Muçulamos no poder. Com certeza que é necessário acompanhar a Líbia a caminho da respeitabilidade e não tenho qualquer arrependimento de ter tentado com a Síria”, declarou.

No final do seu discurso à nação Nicolas Sarkozy não conseguiu, contudo, evitar a pergunta sobre a sua relação com a ex- modelo franco-italiana Carla Bruni. Sarkozy respondeu que a relação “ é séria” mas não deixará que os media lhe fixem uma data de casamento.
Os franceses seguiram de perto as recentes férias do presidente com a cantora no Egipto e na Jordânia e a consequente polémica em relação ao protocolo a seguir por um chefe de estado solteiro, depois do seu divórcio, logo após ter assumido a presidência.