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Visita de Bush ao Médio Oriente traz pouca esperança e muito cepticismo

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Visita de Bush ao Médio Oriente traz pouca esperança e muito cepticismo

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Entre palestinianos e israelitas a esperança é proporcionalmente inversa ao cepticismo quando se trata de analisar os eventuais resultados positivos da visita de George W. Bush ao Médio Oriente. O presidente norte-americano adoptou uma estratégia idêntica à de Bill Clinton, em termos de política internacional, ao decidir fazer da paz na região a sua prioridade de fim de mandato.

Nas ruas de Telavive, o cepticismo é bem visível. Diz uma habitante da capital israelita que “houve muitos presidentes que visitaram a região e que fizeram muitas promessas e nada aconteceu.“Uma jovem considera que se George W. Bush “quisesse fazer algo já o teria feito. Mas como é o fim do seu mandato e que quer ficar para a história vai tentar fazer algo nos próximos meses”.

O presidente norte-americano traz na bagagem várias promessas. Uma delas é a de assegurar aos seus aliados da região do Golfo que não os deixará sós face à ameaça iraniana e que o uso da força é uma solução de último recurso.

Promessas às quais os palestinianos são indiferentes. Nas ruas de Ramallah, um homem defende que “Bush vai regressar a casa de mãos vazias. Não vai ser feito nada.” Um outro palestiniano diz ter “esperança. E peço a Deus que Bush e a autoridade palestiniana cheguem a acordo sobre um processo de paz porque o povo palestiniano precisa de paz.”

George W. Bush chega esta quarta-feira ao Médio Oriente. Até sexta-feira vai encontrar-se com as mais altas autoridades israelitas e palestinianas. Antes de regressar a Washington passa ainda pelo Kuwait, pelo Bahrein, pelos Emirados Árabes Unidos, pela Arábia Saudita e termina o seu périplo pela região no Egipto no dia 16.