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Delinquência juvenil domina campanha para as regionais alemãs

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Delinquência juvenil domina campanha para as regionais alemãs

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A delinquência juvenil na Alemanha está no centro da campanha eleitoral para as eleições regionais em Essen e na Baixa-Saxónia, agendadas para 27 de Janeiro.

Um vídeo gravado pelas câmaras de segurança de uma estação de metro de Munique, que mostra a agressão de dois jovens de origem turca e grega a um idoso de 76 anos, transformou o incidente num caso nacional, que tem incendiado as relações dos dois grandes partidos que compõem a coligação governamental alemã.

Quem não deixou passar despercebida a agressão foi o ministro-presidente cessante do Essen, Roland Koch. O candidato populista da CDU, conhecido pelas suas posições xenófobas, tem feito da insegurança o seu cavalo de batalha e no centro dos seus ataques estão os jovens delinquentes estrangeiros.

Em conferência de imprensa, Koch referiu que “se o Estado quiser parecer ridículo por que não consegue impor regras e tudo o que faz é encolher os ombros então não é de admirar que estes criminosos se tornem incontroláveis.”

A candidata social-democrata e principal adversária de Koch nas eleições regionais, Andrea Ypsilanti, defende que o democrata-cristão serve-se do tema da insegurança por não ter programa político.

“Podemos falar de jovens violentos ou delinquência juvenil, mas também deveríamos falar da táctica de Koch, que está entre a espada e a parede por não ter um programa político e serve-se deste tema como escapatória.”

O candidato democrata-cristão, bem como a chanceler alemã Angela Merkel, exigem medidas mais duras contra a criminalidade juvenil, e mesmo a extradição de jovens delinquentes estrangeiros já com cadastro. Esta proposta que foi rejeitada pela ministra da Justiça, Birgit Zypries.

Um relatório recente divulgado pelo governo federal conclui que 50 por cento dos actos violentos são perpetrados por jovens com menos de 21 anos, metade dos quais são de origem estrangeira. Ou seja 50 por cento são alemães.