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Piech nega envolvimento em escândalo da VW

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Piech nega envolvimento em escândalo da VW

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O presidente do conselho de supervisão da Volkswagen, Ferdinand Piech, negou qualquer papel no caso de corrupção que incluiu o pagamento de favores e festas com prostitutas ao antigo presidente da Comissão de Trabalhadores Klaus Volkert, que está a ser julgado.

Volkert está no centro do maior escândalo que alguma vez afectou a indústria automóvel alemã. Ele e a amante brasileira terão tido grandes favores, incluindo um apartamento e vários milhões de euros.

O advogado de acusação, Joachim Geyer, diz que “desde que começou a investigação deste escândalo, a procuradoria está a tentar perceber quais as acusações que podem ser feitas a Piech, que, devido ao cargo que exercia, tinha controlo sobre o dinheiro da empresa”.

Outra figura central neste processo é Peter Hartz, antigo director de pessoal, que deu a ordem para o pagamento das luvas. Hartz ficou conhecido por ser o autor do projecto de lei do trabalho do governo de Gerhard Schroeder.

Foi já condenado neste caso e voltou agora a depor. Também ele negou qualquer envolvimento de Piech.

Piech, membro da família Porsche, fundadora da Volkswagen, foi presidente executivo entre 1993 e 2002, altura em que ocorreram os factos que estão agora a ser julgados. Entre 1995 e 2004, mais de 2,5 milhões de euros terão sido pagos a Volkert. Tudo para manter um bom relacionamento entre a administração e os trabalhadores.