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BCE e Banco de Inglaterra mantêm taxas de juro

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BCE e Banco de Inglaterra mantêm taxas de juro

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O Banco Central Europeu deixou a taxa de juro de referência inalterada nos actuais 4%. No entanto, o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, continua a mostrar-se preocupado com a inflação.

Desde Setembro, o BCE tem mantido a taxa de juro, uma vez que a crise dos créditos está a impedir o aumento do preço do dinheiro, que a instituição quer utilizar para combater a subida dos preços.

As taxas de juro dos agora 15 países têm vindo a aproximar-se das dos Estados Unidos, onde a Reserva Federal fez uma série de descidas ao longo da segunda metade do ano passado. Já as taxas do Banco de Inglaterra têm vindo a subir e são agora as mais altas, entre as grandes economias mundiais.

Esta foi a primeira reunião do BCE onde participaram Chipre e Malta, os dois novos membros da Eurozona.

Disse Trichet: “Bem-vindos a esta primeira conferência de imprensa de 2008. Estamos preparados para agir preventivamente, para evitar efeitos secundários e riscos à estabilidade dos preços. Por isso, deixámos a taxa de juro directora inalterada”.

Esta quinta-feira, não foi só o BCE a dar início a mais um ano de reuniões de política monetária. Também o Banco de Inglaterra esteve reunido e, tal como o BCE, decidiu não mexer na taxa de referência.

Tal como previam os analistas, a taxa de juro mantém-se nos 5,5%. No entanto, o banco central britânico prepara-se para reduzir o preço do dinheiro, já no próximo mês.

Embora o Reino Unido esteja também afectado pela inflação, o facto de ter as taxas muito elevadas e o enfraquecimento do crescimento económico vão obrigar o Banco de Inglaterra a agir novamente.