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Prisão de Guantânamo faz 6 anos

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Prisão de Guantânamo faz 6 anos

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Um triste aniversário assinalado com manifestações um pouco por todo o mundo. Há 6 anos, a 11 de Janeiro de 2002, os primeiros prisioneiros da designada “guerra contra o terrorismo” chegavam a nova prisão de Guantânamo. Da Austrália, à América Latina, a Amnistia Internacional tem hoje previstas manifestações em todo o mundo.

Em Sidney, como em Manila, onde o sol já vai alto, activistas dos direitos do Homem já exigiram o encerramento do centro de detenção da base norte-americana em Cuba. Os protestos vão continuar para Ocidente à medida que o dia avança, com o ponto alto, naturalmente numa manifestação em Washington.

6 anos passaram e nenhum dos cerca de 275 detidos que restam teve ainda direito a um julgamento, o primeiro processo terá lugar em Maio. Lenta a justiça, se de justiça se puder falar para os mais de 800 homens e adolescentes que por aqui passaram.

Isolamento total, tortura e morte, Guantânamo ainda não revelou todos os seus segredos mais negros mesmo se, pelo menos aparentemente, as coisas melhoraram. As celas a céu aberto parecem ter acabado e a tortura substituída pelo isolamento, pelo menos no papel.