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Rolls Royce elimina 2300 empregos

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Rolls Royce elimina 2300 empregos

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A Rolls Royce vai despedir 2300 trabalhadores. Apesar das muitas encomendas de motores de avião, o grupo britânico, líder mundial do sector, vai fazer estes cortes no quadro e a culpa é da desvalorização do dólar.

A redução de efectivos vai ser feita nos quadros e em cargos administrativos. A reestruturação da companhia britânica afecta postos de trabalho no Reino Unido, mas também noutros países como a Alemanha ou os Estados Unidos.

Na Grã-Bretanha, a Rolls Royce emprega 23.000 pessoas, mais de metade do quadro. Seguem-se a América do Norte, os países escandinavos e a Alemanha. No que toca ao Reino Unido, a Rolls Royce vai tentar, sempre que possível, uma redução de trabalhadores através de saídas voluntárias.

O dólar atingiu no ano passado um mínimo de 26 anos face à libra o que, influenciou esta decisão. Por cada cêntimo que o dólar cai face à libra esterlina, a Rolls Royce perde 12 milhões de libras, cerca de 17 milhões de euros.

Quem não está contente com a decisão é o sindicato Unite, que representa a maioria dos trabalhadores da Rolls Royce. O sindicato estranha as medidas, numa altura em que a empresa tem um bom livro de encomendas.

Este é o mais recente episódio de despedimentos na indústria aeronáutica, depois das 10.000 supressões de emprego na Airbus, também por culpa da queda do dólar. A Rolls Royce não tem ainda um calendário fixo para aplicar as medidas.