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"Uma libertação humanitária e unilateral"

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"Uma libertação humanitária e unilateral"

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Foi assim que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) justificaram a libertação de Clara Rojas e Consuelo Gonzalez de um sequestro de mais de 6 anos.

As FARC entregaram as reféns à Cruz Vermelha nas imediações de San José de Guaviare, na selva colombiana. A ex-candidata à vice-presidência da Colômbia e a ex-parlamentar foram depois transportadas para Caracas, onde as esperava aquele que é considerado o responsável por esta libertação: Hugo Cavem.

As negociações com a mediação do presidente da Venezuela começaram em Setembro e, no processo, a diplomacia entre a Venezuela e a Colômbia ficou bastante abaladas.

As FARC não retribuíram a libertação de prisioneiros levada a cabo por Bogotá, em Junho, mas agora a guerrilha avança com esta acção chamando-a de “gesto de esperança para a paz”.

O ministro do Interior venezuelano, Ramon Rodriguez Chacin, esteve na operação de resgate. “As FARC, exército do povo, tem também o nosso reconhecimento porque deram esta prova de boa vontade, deram esta satisfação ao nosso comandante em chefe, Hugo Rafael Chavez Frias e temos a certeza que é uma porta que se abre.
É no mínimo, o princípio do caminho. Vão existir mais libertações que serão “trocas”, e troca quer dizer que também devem sair os guerrilheiros que estão na prisão, bem como os prisioneiros políticos. Este é o caminho, é esta a linha que nos deve conduzir à Paz”.

Álvaro Uribe presidente da Colômbia foi obrigado a reconhecer o contributo de Chavez. “Estamos satisfeitos com a libertação de duas compatriotas, que foram raptadas, e nós sentimos a dor dos compatriotas sequestrados. Tenho que reconhecer que o processo liderado pelo presidente Hugo Chavez foi muito eficaz, ele que foi capaz de obter a libertação unilateral e incondicional das nossas compatriotas Consuelo Perdomo e Clara Rojas.”

Em cativeiro, continuam há vários anos a ex-candidata presidencial franco-colombiana, Ingrid Betacourt, e outras 700 pessoas.