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Conflito diplomático russo-britânico agrava-se

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Conflito diplomático russo-britânico agrava-se

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Moscovo não concede mais vistos aos funcionários do British Council de duas regiões russas. O Kremlin tinha ordenado o encerramento das delegações culturais, com o pretexto de irregularidades no estatuto legal. Uma acção vista por todos como mais uma represália ligada ao caso do assassinato do ex-espião russo Alexander Litvinenko, com polónio 210.

Mas Londres não acatou a decisão.

O embaixador do Reino Unido, Anthony Brenton foi chamado ao ministério dos Negócios Estrangeiros russo.

“Foi curto e muito claro. O vice-ministro Titov entregou-me um extenso documento com detalhes do ponto de vista legal russo sobre o trabalho do British Council, descrevendo caminhos possíveis para avançar. Ainda não estudei estes detalhes. Respondi, ao reiterar o nosso entendimento claro de que o British Council funciona de forma inteiramente legal e que por isso vai permanecer aberto. Mais, qualquer acção russa contra isso será uma violação da lei internacional”, anunciou o embaixador.

O Kremlin reagiu à posição do diplomata britânico, com ameaças sobre a principal delegação cultural britânica.

“Se o lado britânico continuar a ignorar as exigências do lado russo, reservamos o direito de tomar passos específicos em relação à sede to British Council em Moscovo”, anunciou o porta-voz Mikhail Kamynin.

Londres confirma que as secções de São Petersburgo e de Iakaterinburgo permanecem abertas, pois respeitaram sempre as exigências legais russas, com base num acordo de 1994.

Mais um episódio de uma longa história diplomática sem apaziguamento à vista.