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Gordon Brown, o europeísta

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Gordon Brown, o europeísta

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Contra o eurocepticismo, Gordon Brown joga a carta da economia. O primeiro-ministro britânico apelou aos seus compatriotas para que se “empenhem totalmente” na União Europeia. Esta, diz, é a única maneira de influenciar as reformas económicas no seio da União e fazer face às turbulências financeiras mundiais.

Brown, que discursou numa conferência empresarial, louvou os efeitos benéficos da União: “A União Europeia é fundamental para o sucesso económico do Reino Unido. A Europa representa, actualmente, 60% do nosso comércio; cerca de três quartos do milhão de empresas britânicas têm relações com a Europa; três milhões e meio de empregos dependem da Europa e mesmo tendo em conta a rápida globalização, o comércio com a Europa continua a aumentar. Isto significa que a Europa é mais importante do que nunca para o futuro do Reino Unido. Por isso, pertencer à União Europeia é bom para o Reino Unido, e a pertença britânica é boa para a Europa.”

O discurso do primeiro-ministro trabalhista é uma resposta aos adversários conservadores, que estimam que Londres já perdeu demasiado poder para Bruxelas e fazem campanha a favor de um referendo ao Tratado de Lisboa. Brown defende uma ratificação parlamentar do texto e quer passar a outras batalhas: estabilidade, crescimento, competitividade e emprego.