Última hora

Última hora

EMI despede 2000 trabalhadores

Em leitura:

EMI despede 2000 trabalhadores

Tamanho do texto Aa Aa

A editora musical britânica EMI confirmou o corte de 2000 postos de trabalho.

Guy Hands, presidente da Terra Firma, fundo de investimento que controla a EMI, anunciou um plano que tem como objectivo poupar o equivalente a 260 milhões de euros por ano e ao mesmo tempo preparar-se para a era digital.

Neste campo, a empresa está com algum atraso em relação às principais concorrentes, numa altura em que os downloads na Internet tiram cada vez mais mercado ao CD, como explica o radialista Paul Gambaccini: “O negócio da música está a mudar muito rapidamente. As vendas de CD estão a caír a pique e as vendas de downloads na Internet sobem. Mas o problema é que o dinheiro gerado não chega para cobrir o que se perde com os CD. Primeiro, não custam o mesmo. Depois, nem toda a gente está a fazer downloads como antigamente compravam discos”.

A francesa Vivendi Universal é agora número um no mercado mundial da música, com 29 por cento, à frente da Sony BMG. A EMI ocupa o terceiro lugar, com apenas 13,5% e é seguida pela Warner Music. 22% está nas mãos de editoras mais pequenas.

A esses problemas, há que juntar a grande quantidade de downloads ilegais, que está a afectar todo o sector.

Guy Hands chocou o meio musical ao dizer, em Novembro, que os artistas tinham que trabalhar com mais afinco, o que levou nomes como o lendário Paul McCartney a deixar a editora.

O catálogo da EMI conta com Kylie Minogue, Robbie Williams e outros grandes nomes da música.