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Polémica envolve visita do Papa a universidade romana

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Polémica envolve visita do Papa a universidade romana

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Bento XVI parece ser persona non grata para alguns professores e estudantes da Universidade La Sapienza, em Roma, que se opõem a que o Papa marque presença na cerimónia de abertura do ano académico, agendada para quinta-feira. Em carta enviada ao reitor, os professores justificam a sua posição com o laicismo da universidade e lembram também o discurso reaccionário sobre a ciência que o então cardeal Joseph Ratzinger proferiu em 1990.

“Como professores desta universidade temos todos formações e culturas diferentes e não podemos aceitar que uma autoridade externa venha aqui dizer o que é certo ou errado”, afirma Marcello Cini, docente da La Sapienza.

O reitor respondeu, dizendo que o Papa vai à universidade como um “mensajeiro da paz” e que se limitará a discursar no final da cerimónia. Realça também que os professores que se opõem à visita são uma minoria: 67 em 4 500 docentes.
Quanto aos estudantes, um grupo decretou uma semana anti-clerical e está prevista uma manifestação sonora, com música electrónica, caso a visita se mantenha.