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Total condenada pelo naufrágio do Erika

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Total condenada pelo naufrágio do Erika

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192 milhões de euros é quanto vão ter que pagar os condenados do processo Erika, para reparar os prejuízos causados pela poluição marítima, resultante do naufrágio do petroleiro. O Erika, navio de pavilhão maltês, afundou-se no final de 1999, no Golfo da Biscaia. Tinha sido fretado pela Total para transportar crude para Itália. Vinte mil toneladas acabaram derramadas no mar, afectando 400 quilómetros da costa francesa.

Pela primeira vez, um Tribunal reconheceu a existência de prejuízos ecológicos para associações ambientais. O Tribunal Correccional de Paris considerou, esta quarta-feira, o quarto maior grupo petrolífero privado do mundo, A TOTAL, bem como o armador, o gestor e a empresa que atribuiu os certificados de navegabilidade culpados pelo naufrágio do Erika.
Os quatro culpados vão ter de pagar 154 milhões de euros ao Estado francês e 38 milhões de euros às regiões e comunas afectadas pela maré negra. A Liga para a Protecção das Aves vai receber cerca de 800 mil euros e a World Wide Fund for Nature e a Greenpeace 33 mil euros cada uma.
Além da indemnização, a Total terá de pagar uma multa máxima de 375 mil euros. O grupo deve recorrer da sentença.