Última hora

Última hora

Alemanha recusa pôr competitividade em risco em nome do ambiente

Em leitura:

Alemanha recusa pôr competitividade em risco em nome do ambiente

Tamanho do texto Aa Aa

A Alemanha contra-ataca, antes mesmo de Bruxelas anunciar oficialmente o projecto sobre a partilha dos esforços de redução de CO2.

Na próxima quarta-feira, a Comissão Europeia vai dizer o que cada um dos Vinte e Sete deve fazer que atingir o objectivo de reduzir as emissões de CO2 em 20%, até 2020, em comparação com 1990. Mas já se sabe que os antigos Estados membros, mais industrializados, são os que devem fazer mais esforços.

Os certificados de poluição, por exemplo, deixam de ser gratuitos. A medida provocará deslocalizações, afirma Sigmar Gabriel. O ministro alemão do Ambiente está inquieto: “Um país rico, como a Alemanha, não pode sofrer uma penúria de energia e de combustíveis. Este deve ser o objectivo da nossa política energética e climática.”

No que toca às energias renováveis, Bruxelas também vai pedir mais esforços aos antigos membros. Aqui é a Suécia que se insurge. O país é o campeão europeu no sector. Mas o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, invoca o princípio da solidariedade: “Sabemos, desde o início, que transformar a Europa numa economia pouco depende do carbono não ia ser uma tarefa fácil. Mas é altura de sermos sérios, responsáveis e coerentes com os nossos compromissos.”

As exigências sobre a redução das emissões dos carros novos também não escapam à polémica. A Alemanha, produtora de veículos de grande cilindrada, insurge-se contra o objectivo de Bruxelas: uma emissão máxima de 130 gramas de CO2 por quilómetro percorrido, até 2012.