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Mais mortos no Quénia, PE pede suspensão de ajudas ao Quénia até solução política para conflito

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Mais mortos no Quénia, PE pede suspensão de ajudas ao Quénia até solução política para conflito

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O número de mortos e feridos sobe a cada hora que passa no Quénia.

Só hoje morreram pelo menos sete pessoas na sequência da repressão da polícia contra as manifestações organizadas pela oposição contra as presidenciais que se suspeita terem sido fraudulentas.

Mwai Kibaki foi reeleito presidente a 27 de Dezembro e desde essa altura que a oposição liderada pelo Movimento Democrático Laranja, de Raila Odinga, incita a população a manifestar-se contra as autoridades.

Em três semanas, morreram pelo menos setecentas pessoas vítimas dos confrontos, duzentas e cinquenta foram deslocadas e segundo a ONu pelo menos quinhentas mil sofrem as consequências do conflito interno.

A violência é generalizada. Para além de Nairobi, a capital, há registo de tumultos também em Kisumu e em Eldoret onde funcionários do hospital garantiram que a polícia atirou gás lacrimogénio dentro da unidade de saúde e que pelo menos 14 empregados foram agredidos no exterior pelas autoridades.

A comunidade internacional condena a repressão policial. O parlamento europeu aprovou uma moção em que pede à Comissão o congelamento de toda a ajuda prevista ao executivo queniano, até que seja encontrada uma solução política para o problema.