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Políticos alemães contra Nokia

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Políticos alemães contra Nokia

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A decisão da Nokia de fechar a fábrica de Bochum, na Alemanha, onde trabalham 2300 pessoas, está a causar um terramoto político no país. As autoridades do Estado da Renânia-Vestefália e o presidente do SPD criticaram duramente o gigante finlandês dos telemóveis e querem a devolução dos subsídios.

Juergen Ruettgers, presidente da região, pede explicações à Nokia: “É inconcebível receber 60 milhões de euros de subsídios regionais e entre 23 e 28 milhões das autoridades federais, em termos de ajuda à pesquisa e depois, mal acaba o prazo legal, dizer obrigado, vamos embora”.

O banco estatal da Renânia-Vestefália estuda a possibilidade de pedir, em tribunal, a devolução dos 60 milhões de euros pagos em subsídios à Nokia. A produção vai ser deslocalizada para a Roménia.

As críticas fazem sentir-se nas ruas de Bochum. Diz um homem: “Se a Nokia vai agora para a Roménia e para a Hungria, ficam também com os subsídios comunitários que são pagos lá. É o cúmulo! Um dia, vão também achar que é muito caro produzir lá e nessa altura vão para o pólo norte e são os pinguins que vão fabricar os telemóveis”.

A Nokia tomou a decisão de deslocalizar esta produção, depois de ter tido um lucro de 13 mil milhões de euros no ano passado, o que só fez aumentar o coro de críticas.

Quanto aos subsídios comunitários que a Nokia recebeu, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, já disse que não vê qualquer irregularidade na decisão do grupo finlandês. No entanto, o governo alemão vai pedir a Bruxelas para investigar o processo.