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Sobe de tom a reacção do Cairo às críticas europeias

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Sobe de tom a reacção do Cairo às críticas europeias

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O governo do Cairo rejeita “totalmente” as críticas do Parlamento Europeu sobre a situação dos direitos do Homem, no Egipto, e contra-ataca: a Europa discrimina as suas minorias étnicas e religiosas. O ministro egípcio dos Negócios Estrangeiros, Ahmed Aboul Gheit, declarou mesmo à imprensa que a resolução “demonstra a ignorância do Parlamento Europeu, quanto à situação do Egipto.

Sobe, assim, de tom, a reacção do Cairo à resolução, aprovada quinta-feira, pelos eurodeputados, e que põe o dedo na ferida: o texto refere temas sensíveis, como as práticas egípcias de tortura e de maus tratos. Ou a situação de Ayman Nour.

O ex-adversário de Hosni Moubarak nas eleições de Dezembro de 2005 foi sentenciado a cinco anos de prisão por alegada falsificação de documentos. Os eurodeputados pedem a sua libertação imediata.

Para o analista Michael Emerson, do Centro de Estudos Políticos Europeus, a situação no Egipto está longe de ser edílica: “Eu diria que o caso é egípcio é bastante mau, do ponto de vista dos padrões norte-africanos. Hosni Moubarak é um autocrata de cinco estrelas que está, realmente, a suprimir a expressão de diferentes partidos políticos de tendência democrática.”

O chefe da diplomacia egípcia sublinhou ainda que as críticas do Parlamento Europeu podem pesar na reunião de 23 e 24 de Janeiro, no Cairo, entre a Comissão Europeia e o governo egípcio, para discutir o acordo de vizinhança.