Última hora

Última hora

Castilla-La Mancha trocou os moinhos de vento por turbinas eólicas

Em leitura:

Castilla-La Mancha trocou os moinhos de vento por turbinas eólicas

Tamanho do texto Aa Aa

Estamos em Castilla-La Mancha. Os moinhos de vento de D. Quixote transformaram-se em grandes turbinas eólicas. Nesta região espanhola, o vento produz 37% da energia total, o suficiente para abastecer 850 mil lares.

Neste contexto, os planos de Bruxelas não assustam o conselheiro regional para a Indústria. José Manuel Diaz é ainda mais ambicioso: “Conhecemos bem os projectos, os planos, a moldura económica e política de Castilla-La Mancha, que favorecem muito as energias limpas. Por isso, parece-nos possível alcançar o objectivo, em 2012. Castilla-La Mancha será, possivelmente, a primeira região europeia a conseguir satisfazer o consumo eléctrico dos seus cidadãos integralmente com energias renováveis.”

Apostar nas energias limpas é apostar no futuro. No entanto, a rentabilidade destas energias não está garantida. Actualmente, o governo local subsidia os proprietários de parques eólicos: três cêntimos de euros por cada kilowatt vendido.

Para Venancio Rubio, director da Iberdrola, a maior empresa mundial a investir nas energias renováveis, o futuro é incerto: “Não posso dizer se, dentro de 10 ou 15 anos, será possível estar no mercado eólico sem incentivos. Actualmente, é impossível.”

Os investimentos na energia eólica têm consequências positivas na economia local. A implementação de um parque eólico da General Electric criou postos de trabalho. E Castilla-La Mancha exporta mesmo esta energia limpa para a região de Madrid.

Mas a questão da rentabilidade continua a ser o grande ponto de interrogação, estima Philippe de Buck, da Business Europe, a organização europeia do patronato: “Sabemos bem, e a própria Comissão Europeia confirma, que as energias renováveis, para já, não são economicamente sustentáveis. Face aos preços de mercado, têm de ser subsidiadas – o que representa um enorme custo para os Estados membros. Ou então, a electricidade será mais cara.”