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Plano de Bruxelas para reduzir CO2 custa 3€ por semana a cada cidadão

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Plano de Bruxelas para reduzir CO2 custa 3€ por semana a cada cidadão

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Uma Europa menos poluída tem custos, mas não fazer nada saíria mais caro ainda. É com este argumento que a Comissão Europeia apresentou, as grandes linhas do seu plano para a redução de gases com efeito de estufa.

Os objectivos já estão fixados há muito tempo, agora trata-se de delinear a estratégia para alcançar a meta: uma redução de 20% nas emissões de CO2 até 2020, face aos valores de 1990.

Primeira novidade: Bruxelas quer que as autorizações de poluição sejam pagas pelas empresas, a partir de 2013. A começar pelo sector da electricidade, grande emissor de gases com efeito de estufa. Outros sectores de actividade assim como os transportes aéreos irão entrar, “gradualmente” neste sistema de compra de autorizações.

A Comissão admite, contudo, que os sectores mais expostos à concorrência extracomunitária – como a siderúrgia, por exemplo – fiquem isentos. Segundo dados de 2005, a indústria europeia emite mais de dois mil milhões de toneladas de dióxido de carbono, por ano. Bruxelas quer uma redução de 21% até 2020.

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, admite: “É verdade que este plano tem custos. Mas temos de comparar os custos deste pacote com os custos da inacção. E como os custos da inacção são muito mais elevados, podemos dizer que ter este pacote, agora, representa um ganho relativo.” Um pacote que custará 3 euros por cidadão, por semana. Sem ele, diz Bruxelas, a Europa acabará por pagar vinte vezes mais.

O plano obriga também a investimentos em energias alternativas e a Comissão já estabeleceu os objectivos por país. Portugal, por exemplo, deverá passar dos actuais 21% para 31% de energia renovável consumida. A meta é alcançar um consumo global de 20% de energias limpas, em 2020, contra os actuais 8,5 por cento.

O outro capítulo do plano de Bruxelas diz respeito aos biocombustíveis. A Comissão quer que, em 2020, eles representem 10% dos combustíveis usados nos transportes da União Europeia.