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Mega-fraude no Societé Générale

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Mega-fraude no Societé Générale

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O mundo das finanças, em França, está a ser abalado por uma das maiores fraudes de sempre, que tem, desta vez, como protagonista o banco Societé Générale. As jogadas de um corretor da filial de banca de investimento terão cortado uma boa parte dos resultados de 2007, segundo o banco agora divulgou. A fraude está avaliada em 4,9 mil milhões de euros. O que a juntar à desvalorização de activos, ligada à crise imobiliária, no valor de mais de dois mil milhões de euros, faz um buraco superior aos sete mil milhões. O banco francês fez saber que, mesmo assim, terá tido entre 600 e 800 milhões de euros de lucros.

Para minorar os efeitos desta fraude, o Société Générale vai lançar um aumento de capital de 5,5 mil milhões de euros, como explicou o presidente Daniel Bouton: Este aumento de capital vai ser lançado nos próximos dias. Todos vão poder contar com a grande determinação de todo o pessoal desta casa, para afastar completamente os efeitos desta fraude excepcional”.

O Banco de França já anunciou a abertura de um inquérito, para perceber em que condições é que aconteceram estas alegadas operações ilícitas. O empregado na origem do caso foi imediatamente demitido, mas segundo o governador, Christian Noyer, pôs-se em fuga e está a ser procurado pela polícia.

Segundo o analista Alain Crouzat, para os bancos, o tempo agora é outro: “Vamos ter os mesmos problemas que nos Estados Unidos. Vai haver uma redefinição da paisagem bancária no mundo inteiro e a França não é excepção, embora houvesse gente a dizer que os bancos franceses estavam a ser poupados, na verdade, estavam em jogo, como todos os outros”

A ministra das Finanças, Christine Lagarde, pediu a criação de novos mecanismos de controlo deste tipo de fraude. O Societé Générale é o terceiro maior banco de França. As acções fecharam a perder mais de 4%, esta quinta-feira, na bolsa de Paris.