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Nem todos estão contentes com as medidas ambientalistas de Bruxelas

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Nem todos estão contentes com as medidas ambientalistas de Bruxelas

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Da aprovação à contestação, são bastante distintas as reacções ao conjunto de medidas anunciadas pela Comissão Europeia para reduzir os gases com efeito de estufa. Se a maioria dos governos europeus vê com bons olhos os planos de Bruxelas para combater as alterações climáticas e melhorar a eficiência energética, várias ONGs dizem que são insuficientes.

Mahi Sideridou, representante da Greenpeace para a política europeia de clima e energia, diz que o executivo europeu mostrou estar “no bom caminho; mas não fez o suficiente”. Têm “de observar nos próximos meses o Parlamento Europeu, os Estados-membros e os seus governos”, que precisam de “fortalecer as propostas, torná-las mais ambiciosas”.

O conjunto de medidas foi apresentado numa sessão extraordinária do Parlamento Europeu pelo presidente da Comissão. Durão Barroso explicou que “o esforço adicional para concretizar as propostas será de menos de 0,5 por cento do PIB até 2020”, o que corresponde “a cerca de 3 euros por semana em média, por cada cidadão europeu”.

Uma das medidas mais emblemáticas consiste em fazer pagar licenças de emissão às industrias mais poluentes, a partir de 2013. Os sectores industriais de vários países já condenaram a proposta. Patronato e sindicatos temem perda de competitividade.

Outra meta é um consumo global, até 2020, de 20 por cento de energias renováveis, contra os actuais 8,5 por cento.

O objectivo de reduzir, no mesmo período, 20 por cento das emissões de CO2 é assumido sobretudo pelo países mais ricos, em benefício dos Estados-membros mais pobres.