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Chumbo no Senado leva à demissão de Prodi. Presidente vai decidir solução para a crise

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Chumbo no Senado leva à demissão de Prodi. Presidente vai decidir solução para a crise

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A Itália procura uma solução para a crise após a saída de cena do primeiro-ministro. Romano Prodi apresentou a demissão ao presidente Giorgio Napolitano, que inicia hoje consultas com os líderes políticos para analisar a possibilidade de formar um governo de transição até à conclusão da reforma da lei eleitoral. Caso contrário, convocará legislativas antecipadas.

Tal como em 1998 e mais uma vez abandonado por aliados, Prodi volta a falhar na tentativa de chefiar uma coligação de centro-esquerda.

O líder da oposição Silvio Berlusconi diz que vão pedir ao chefe de Estado que “dê a palavra aos eleitores, o mais cedo possível”.

Uma reacção previsível, já que segundo as sondagens a direita obteria uma vitória fácil no escrutínio.

A ministra cessante Anna Finocchiaro considera que “a convocação imediata de eleições, com o actual sistema eleitoral, corre o risco de reproduzir a mesma instabilidade e ineficácia política”.

A queda de Prodi, no poder há 20 meses, já era esperada após a deserção de quatro senadores da maioria e foi festejada pela oposição nas ruas e no Senado.

O primeiro-ministro demitiu-se depois da Câmara Alta do Parlamento ter chumbado uma moção de confiança ao Governo. O voto de uma maioria de 161 senadores afastou Prodi e foi celebrado efusivamente pelos eleitos da direita.

Mas mesmo antes da votação, a sessão foi agitada e marcada por imagens pouco dignas.

Tudo porque um senador cristão-democrata, Nuccio Cusumano, decidiu contrariar o partido e apoiar Prodi. A escolha foi recebida com grande agitação. Cusumano foi injuriado e mesmo cuspido antes de se sentir mal e ser retirado da Assembleia numa maca.