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Societé Générale optimista depois de fraude

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Societé Générale optimista depois de fraude

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Apesar da “bomba” que rebentou quinta-feira, com a fraude de cinco mil milhões de euros, o ambiente esta sexta-feira de manhã, no Societé Générale, era calmo, ou pelo menos assim parecia. As acções estiveram mesmo a subir, na bolsa de Paris. Os empregados acreditam que o banco não pode ser abalado, apesar do que aconteceu: “É um banco que está de boa saúde. Foi um acidente de percurso, não estou nada preocupada”, diz uma funcionária.

Quem fez a manchete de toda a impresa francesa foi Jérôme Karviel – o corretor que, segundo a versão oficial, foi responsável por esta fraude. André Tiran, professor na Universidade onde estudou Karviel, tenta perceber o que se passa na cabeça de alguém nesta posição: “É como um serralheiro que se torna assaltante de casas. Com uma boa formação de serralharia, é mais fácil assaltar”.

Em termos de somas envolvidas, esta é a maior fraude bancária de sempre, superando a do britânico Barings, em 1995, e a do norte-americano All First Bank, em 2002. O caso Barings ficou para a história, por ter levado à falência do banco. também aqui foi um jovem corretor, Nick Leeson, a estar na origem da fraude. Kerviel pode não ter agido sozinho. Aparentemente, a fraude não lhe trouxe qualquer enriquecimento pessoal.

Os clientes dos bancos pedem agora um sistema de controlo mais apertado, para evitar novos episódios: “Parece-me leve. Se nós, os pequenos clientes, para fazermos alguma coisa precisamos de toneladas de papéis e vários interlocutores, parece-me pouco plausível o que aconteceu. Espero que as coisas se tenham mesmo passado assim, mas penso que a verdade completa, nunca a vamos saber”, diz uma cliente.

O presidente francês Nicolas Sarkozy tentou acalmar os ânimos, ao dissociar este novo caso da crise dos mercados internacionais, mas há quem relacione esta fraude com o que se passou nas bolsas, no início da semana.