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UE quer registo de dados de passageiros aéreos extracomunitários

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UE quer registo de dados de passageiros aéreos extracomunitários

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A Europa poderá, em breve, ter um registo de dados dos passageiros aéreos que cheguem a solo comunitário. Os ministros da Justiça da União, que se reuniram, esta sexta-feira, na Eslovénia, estão de acordo sobre o princípio. Três ficheiros distintos armazenariam os 19 dados pessoais, como número de telefone, endereço de ‘email’ ou pormenores sobre o pagamento.

O comissário da tutela, Franco Fratini, é peremptório: “É absolutamente necessário. Temos estado a tratar da segurança dos americanos. Agora chegou a altura de nos preocuparmos com a segurança dos europeus. E o terrorismo continua a ser a ameaça número um.”

O sistema, semelhante ao norte-americano, deverá entrar em vigor em 2010, e os dados serão armazenados durante 5 anos e ficarão latentes mais oito. A reunião foi informal, pelo que ela apenas permite lançar o debate. Os ministros aproveitaram para se congratularem do bom funcionamento do espaço Schegen alargado. Em Dezembro, nove países aderiram ao espaço de livre circulação de pessoas.

O alargamento é um sucesso, garantem os ministros. Mas a Alemanha queixa-se de certos problemas de controlo a Leste. Dá como exemplo, a entrada de clandestinos, sobretudo, chechenos, que pedem asilo a Berlim, quando o primeiro país por onde entraram foi a Polónia.