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Socialistas e Populares espanhóis aquecem motores para as legislativas

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Socialistas e Populares espanhóis aquecem motores para as legislativas

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Fim-de-semana em Espanha com um ambiente de pré-campanha para as legislativas de Março. Os socialistas, que contam com uma ligeira vantagem nas sondagens, estão desde hoje reunidos em Madrid para ultimar o programa eleitoral do partido. Pela primeira vez, o texto vai ser submetido à apreciação de mais de 1000 delegados, que até amanhã deverão analisar quase um milhar de emendas.

A formação aposta nos bons resultados económicos alcançados durante a legislatura de Zapatero, que se tornaram no novo terreno de combate do Partido Popular. A vice-primeira-ministra, Maria Teresa de la Vega, criticou os rivais afirmando que, “antes atacavam a política anti-terrorista e agora a economia, sem se interessarem por nenhum destes temas e preocupados apenas em recuperar o poder”.

Pela primeira vez a questão da luta contra a ETA parece não monopolizar o debate político. Os socialistas deverão inscrever no seu programa uma alínea onde rejeitam qualquer possibilidade de diálogo com a organização, preconizando uma luta concertada com a oposição.

Do lado do Partido Popular, Mariano Rajoy reuniu-se hoje com milhares de apoiantes em Santiago de Compostela. Um comício onde se apresentou como “melhor do que nunca”, em alusão às divisões internas no partido. Rajoy evocou ainda a decisão do executivo de ilegalizar as formações bascas próximas da ETA, que considerou “tardia” e por “interesses partidários”, embora afirme tê-la apoiado.

A mensagem dos populares centra-se na economia, Rajoy afirmou ter a melhor equipa da área. Mas sem o apoio de Rodrigo Rato, antigo presidente do FMI, a descida dos impostos foi o único argumento de campanha evocado hoje por Rajoy.