Última hora

Última hora

Mau resultado eleitoral no Hesse fragiliza Angela Merkel

Em leitura:

Mau resultado eleitoral no Hesse fragiliza Angela Merkel

Tamanho do texto Aa Aa

Foi uma aposta eleitoral tão má quanto o resultado obtido pela CDU no Estado alemão do Hesse. A chanceler alemã, Angela Merkel, já adjectivou o resultado conseguido este domingo pelo seu partido de “doloroso”, mesmo se os democratas-cristãos foram os mais votados.

O mau resultado é dos conservadores, mas tem como responsável Roland Koch, que disputava um terceiro mandato de governador do Hesse. Koch, até aqui detentor de uma confortável maioria absoluta, afirmou esta manhã que “o resultado do escrutínio é difícil e que se há uma solução ninguém a conhece. O SPD apresentou um programa que torna muito complicada a criação de uma coligação com o seu partido.”

À campanha eleitoral securitária e xenófoba de Koch opôs-se a da candidata social-democrata, Andrea Ypsilanti, que preferiu apostar na justiça social, na educação e na renovação energética.

Quanto a um futuro governo no Hesse, tudo está em aberto e de acordo com os analistas vão ser necessárias semanas, se não meses, para que os partidos cheguem a um acordo de coligação. Tal como Koch, Ypsilanti rejeita coligar-se com os democratas-cristãos.

Com mais oito por cento, do que em 2003, a candidata foi felicitada pelo líder dos sociais-democratas alemães, Kurt Beck, e pelo candidato do SPD em Hamburgo, Michael Naumann. Tal como Ypsilanti, Naumann vai tentar destronar a CDU no poder em Hamburgo nas eleições de 24 de Fevereiro.

O partido de esquerda Die Linke conseguiu entrar pela primeira vez nos parlamentos regionais do Hesse e da Baixa Saxónia. Este Estado reelegeu este domingo o seu governador cessante, o democrata-cristão Christian Wulff.

Apesar da vitória na Baixa Saxónia, Merkel não sai ilesa das regionais deste domingo. O apoio incondicional dado a Koch poderá vir a afectar a sua taxa de popularidade, isto a um ano das eleições legislativas.