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União Africana inicia nova ronda de negociações no Quénia para parar ciclo de violência

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União Africana inicia nova ronda de negociações no Quénia para parar ciclo de violência

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O ciclo de ataques e represálias entre etnias no Quénia provocou esta noite mais catorze mortos na região do Vale do Rift, no Oeste do país.

Em Naivasha, a etnia Luo, partidária da oposição, é alvo dos ataques dos Kukuyo, apoiantes do presidente, que tentam vingar as acções de que foram vítimas nos últimos dias em Nakuru.

Na cidade há relatos de cerca de 400 refugiados Luo cercados por centenas de atacantes, numa zona turística, protegidos apenas por três polícias.

A situação de caos gerada pelo resultado das eleições de Dezembro, denunciado como fraudulento, provocou até hoje mais de 800 mortos, 60 dos quais nos últimos dias no vale do Rift.

As organizações humanitárias no terreno falam de mais de 200 mil refugiados do conflito e de uma situação fora de controlo que parece ressuscitar rivalidades tribais ancestrais. Ontem, dois turistas alemães foram mortos por um grupo de assaltantes em Mombassa, numa acção considerada pelas autoridades como “crime organizado”.

Em Nairobi, a mediação da União Africana propôs uma nova ronda de negociações entre presidente e oposição para chegarem a um acordo nas próximas 24 horas. A União Europeia ameaçou hoje cortar as ajudas ao governo queniano se este não tentar superar a actual crise.