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Escândalo no Société Générale pode atingir presidente

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Escândalo no Société Générale pode atingir presidente

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O escândalo que envolve o banco francês Société Générale assumiu novos contornos, esta terça-feira, e começa a antingir a cúpula.

Muitos pedem agora a cabeça do presidente. Daniel Bouton pode ter o cargo em perigo, na reunião do Conselho de Administração marcada para esta quarta-feira. A pressão do poder político para que saia dos comandos do banco faz-se também sentir, com comentários do presidente Sarkozy e da ministra das Finanças Christine Lagarde.

Num dia em que os jornais dão destaque à versão do corretor Jérôme Kerviel, que foi constutuído arguído por cinco crimes de fraude, os franceses pedem responsabilidades: “Kerviel saíu em liberdade, mas o caso não vai ficar por aqui. Vou seguir a história e ver no que dá”. “Neste tipo de situação, a responsabilidade é sempre do topo. Se ele é o patrão e há cinco mil milhões que desapareceram, vai ter que aceitar a responsabilidade”, dizem alguns parisienses.

A Autoridade para os Mercados Financeiros (AMF) abriu já um inquérito.

Sabe-se de novos casos de possível aproveitamento. O milionário norte-americano Robert Day, membro do conselho de administração, vendeu 45 milhões de euros em acções, um dia antes de ser revelada a fraude que fez o banco perder cinco mil milhões de euros.

A atenção dos media vira-se para a casa de Jérôme Kerviel, que prefere não se mostrar, enquanto prepara a defesa. O corretor garante que tudo o que fez foi para melhorar a reputação e não quis tirar proveito próprio, nem prejudicar o banco.