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Helicópteros do exército queniano abrem fogo sobre manifestantes

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Helicópteros do exército queniano abrem fogo sobre manifestantes

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Três helicópteros do exército queniano abriram fogo sobre centenas de manifestantes em Naivasha. Esta região do Vale do Rift é o epicentro de violentos confrontos étnicos. A etnia Luo, partidária da oposição, é alvo de ataques dos Kukuyo, apoiantes do presidente.

Nos últimos dois dias morrerram treze pessoas. O Quénia atravessa um momento de grave instabilidade política desde as eleições gerais de Dezembro.

A reeleição do presidente Mwai Quibaqui foi contestada pelo principal candidato da oposição, Rail Odinga, abrindo caminho a uma explosão de motins e confrontos que fez mais de oitocentos mortos e duzentos mil deslocados.

Pela primeira vez a espiral de violência atingiu uma personalidade política. Na noite de segunda-feira um deputado da oposição foi assassinado em Nairobi.

Odinga que lidera o Movimento Democrático Laranja aponta o dedo ao presidente e ao mesmo tempo apela à calma.

A situação é particularmente tensa nos bairros de lata da capital, onde a derrota eleitoral de Odinga suscitou violentos tumultos.

O presidente e o líder da oposição iniciaram hoje uma ronda formal de negociações mediada pelo ex-secretário geral da ONU. Kofi Annan anunciou que as questões políticas mais prementes deverão ser resolvidas no prazo de quatro semanas, as questões mais complexas dentro de um ano.