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Críticas à guerra no Líbano não derrubam Olmert

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Críticas à guerra no Líbano não derrubam Olmert

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A 12 de Julho de 2006, um ataque do Hezbolah no norte de Israel provocou a morte de oito soldados. A mílicia xiita raptou dois militares.

Poucas horas depois o exército hebraico decidiu retaliar. A segunda guerra do Líbano durou trinta e quatro dias, causou a morte a mil e duzentos libaneses e cento e sessenta israelitas, sem conseguir derrotar o inimigo. Uma guerra desastrosa que abriu caminho a uma crise política que continua em aberto.

Um relatório preliminar publicado em Abril de 2007 responsabilizou o governo de Ehud Olmert pela derrota. O ministro da defesa Amir Peretz apresentou a demissão. O chefe das Forças Armadas Dan Halutz também abandonou o cargo. Mas o primeiro-ministro resistiu à pressão da opinião pública.

O relatório Winograd, apresentado hoje, centra-se nos últimos dias da guerra. Na altura em que se negociava uma trégua sob a égide da ONU, Ehud Olmert decidiu lançar uma ofensiva terrestre no sul do Líbano. 33 militares israelitas morreram durante esta última batalha.

Perplexos, centenas de militares de todos os quadrantes políticos mobilizaram-se contra os dirigentes políticos e militares.

“A responsabilidade da derrota cabe ao nosso primeiro ministro que falhou, na nossa opinião, o teste mais importante, que é saber liderar um país em guerra”, disse Tomer Bohadana que ficou ferido na derradeira ofensiva.

Mas estas críticas não demovem o líder do Kadima que está determinado em permanecer no poder até ao fim da legislatura, em 2010. Olmert tem o apoio dos restantes partidos da coligação que não desejam eleições antecipadas porque as sondagens prevêem uma vitória do líder de direita Benjamin Netayhu. Caso a pressão da opinião pública seja demasiado forte, Olmert poderá ser substituído por outra figura do Kadima. A ministra dos negócios estrangeiros Tzipi Livni é o nome mais falado.